quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A novela: Parte 2

Acho que hoje eu termino de conta, a novela que foi minha indecisão. HAHA
 
Então, eu estava empolgadíssima, até que teve o rato, a mudança e minhas férias pra Florida.
Primeiro, o rato! Fazia um tempo ja, eu ouvi um rato andando no telhado do meu quarto (que era o basement), eu disse pra eles, eles chamaram a companhia pra detetizar e por ratoeiras, eu me tranquilizei, mas dias depois eu ouvi novamente. (Pelo que eu percebi, é normal esse negócio de rato aqui, umas 3 meninas me falaram que tbm tinha rato na casa delas. Mas EU, morro de nojo, pra mim não é normal. --') Depois que eu ouvi de novo, eu passei a dormir no quarto de hóspedes, la em cima. O que era muito chato, ja que, eu ficava no meu quarto, pra poder estudar, falar no skype etc (com medo do rato aparecer do nada kk) e depois subia as escadas, no meio da noite, morrendo de medo de acordar as crianças. Mas, estava sobrevivendo, apesar da situação não muito confortável, não estava desesperador. Até que um dia, eu fui pegar umas coisas que eu tinha no armário debaixo da pia do banheiro e o que eu encontrei? COCÔ DE RATO! Pensa o nojo gente..... Fiquei desesperada, com medo de fazer tudo no meu quarto e não sabia o que fazer pra resolver. Toda vez que eu falava alguma coisa do rato, eles falavam pra eu não me preocupar, porque a gente ia mudar pra uma casa novinha. E ai chegou umas semanas antes da mudança, que eu tinha que encarar meu quarto, pra arrumar minhas coisas. Eu cheguei pra ela e disse: Eu to com um problema, to arrumando minhas coisas para mudança, mas tenho umas coisas no armário do banheiro, mas não tenho coragem de mexer la, pois o rato anda por lá, ta cheio de cocô.
E ela: Ok! Eu vou te ajudar.
E depois, nunca mais tocou no assunto. E eu tava tão enojada e com medo (pode parecer frescura, mas eu tenho muito PAVOR de rato) que eu nao tinha coragem de ficar la, de tentar arrumar tudo. Fiquei depre. E assim, não tava chateada com eles até então, estava chateada com a situaçao, mas sabia que não era culpa deles o rato estar la e quando eu ouvi o rato da primeira vez eles foram muito solicitos, ligaram pra companhia na mesma hora e tal. Mas depois que eu vi o cocô e eles não estavam nem aí , mesmo eu tendo falado (porque nao era as coisas deles, no quarto deles) eu comecei a ficar chateada com eles tbm.
Como eu resolvi? Chego no fim de semana antes da mudança, eu sai de casa, pra fugir do rato mais uma vez, enquanto todo mundo (inclusive a primeira au pair, minha amiga Thati) empacotava as coisas da mudança, eu me senti até mal, a emprestável, enquanto todo mundo estava trabalhando, eu la fazendo compras. Cheguei em casa agoniada, sabia que tinha que começar a organizar minhas coisas (no mínimo, ja que todo mundo tava fazendo alguma coisa), mas nao tinha coragem, tive um ataque de choro, e a Thati querida , achou que eu tava era brava com ela, com ciúme, sei la.. (não era ciúme, porque desde que eu cheguei eu entendi que ela é parte da família, que eles amam ela e nao vai ter nenhuma au pair que seja tão boa como ela. Ok, poderia ser um motivo pra ter ciúme, SE eu estivesse interessada em ocupar um papel desse na família, mas por mais que eu tenha sentimento por eles, não quero uma relaçao assim tão família que perdure pra sempre. Anyway, não era ciúme, mas eu confesso, como eu ja disse, que fiquei me sentindo emprestável, até ela que nem ia mudar, veio la da casa dela ajudar, e eu não conseguia nem arrumar minhas coisas! Mas de jeito nenhum que eu estava brava com ela. Eu tava era PUTA, porque tinha cocoô de rato nas minhas coisas! --') Foi isso que eu tentei explicar pra ela, não sei se ela entendeu (MAIS UMA VEZ eu adimito que , pode parecer frescura, uma tempestade em copo d'agua, mas... o fato é que eu me senti muito mal com o rato e nao sabia o que fazer) Foi ela quem me ajudou a tirar minhas coisas do armario, grande parte foi pro lixo, ela falou pra host que eu tava chorando e a host veio dizer que se precisasse ela compraria o que eu tinha perdido, me abraçou, pediu desculpa e disse pra eu transferir todas as minhas coisas pro quarto de hóspedes. O meu desespero passou um pouco, não estava mais chateada com ninguém e não via a hora de mudar (apesar de preocupada porque antes viriamos morar no apartamento e eu sabia que nao ia ser fácil). Mas decidi que ia conversar com ela, pois achava que mesmo indo pro Brasil, não conseguiria ficar vivendo mais um ano aqui, então queria conversar se ela toparia em estender só 6 meses. Ja que com toda essa história veio a tona mais uma dificuldade de ser au pair: morar na casa de alguém e ser empregada desse alguém. Porque por mais que tenha todo o papel de parte da família, infelizmente não passamos de empregada né? É lógico que não foi só por isso que eu percebi isso, é claro! Isso se percebe no dia a dia. Quando vc quer dormir até tarde no fim de semana, mas acorda cedo por causa das crianças, quando vc não ta afim de jantar, mas tem a obrigaçao do jantar em família etc etc. Mas nenhuma dessas coisas, por mais que tenham alguns dias que seja muito chato, não era determinante pra eu querer voltar (até porque, tem dias que é chato, mas tem dias que vc nem se importa com isso). O meu maior motivo de querer ir embora era a homesick, portanto, resolvido o problema de homesick, eu conseguiria ficar aqui mais um ano. Porém, depois da minha tempestade em copo dágua sobre o rato, eu me dei conta que isso de nem sempre estar confortável no lugar onde vc mora contava muito também. Mas deixei pra falar sobre os 6 meses depois, ja que estava no caos da mudança e TAMBÉM porque eu poderia mudar de ideia novamente e querer ficar um ano, ja que no fundo eu sabia que era uma tempestade num copo d'agua HAHAHA.
Mas ai veio a mudança propriamente dita, 2 dias (uma quinta e uma sexta), com a mãe em casa (o que eu ja disse milhares de vezes aqui no blog: É UM INFERNO, as crianças não querem ficar comigo DE JEITO NENHUM!!!!!) e dessa vez ainda tinha um agravante: O POVO DA MUDANÇA estava na casa, tirando todos os móveis, todas as coisas, todas as comidas, TUDO de dentro da casa.  É claro, que no dia interior a mudança, eu me programei (fiz uma agendinha com horarios) de tudo que eu podia fazer com as crianças fora de casa. Pra não ter nenhum estress muito grande. Mas chegou no dia D.. , e?
 
( vai ficar pra parte 3, bj;*)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A novela: PARTE 1

Ficar ou não ficar mais que um ano? A Indecisão que me perturbou nos últimos meses.
Tudo começou em Julho, quando a host falou que queria que eu continuasse com eles, por isso, queria que eu começasse a pensar sobre isso, pois em breve eles queriam a minha resposta, se não ja começariam a procurar outra AU PAIR. Me lembro que na hora eu fiquei meio sem saber o que dizer, perguntei se tinha que pensar logo, e ela disse que até Agosto (portanto, eu teria um mês).
Logo, fiquei naquela indecisão, querer viver nos Estados Unidos eu quero, querer viver longe da minha família, NÃO! Querer ser babá por mais um ano? NÃO. (ainda mais que - eu acho - que as crianças aqui sao piores, mais mimadas. Quando eu digo AQUI, eu nao me refiro a essa casa, mas esse país) Sem contar que eu preciso terminar a minha faculdade ainda, pra ser alguém na vida, né? Crescer. haha Mas, quando ela me perguntou, eu não sabia o que pesar mais, ja que morar aqui é uma oportunidade única, porque nao ficar mais um pouco, ja que eu tenho essa opção? Pra completar, eles finalmente venderam a casa, tinham data para mudança, mil novidades sobre a casa nova,  (que está sendo construída), como por exemplo, a casa vai ser BEM maior que a outra, vou ter um quarto novinho, closet maior pra mim etc. E também faziam mil propagandas sobre o lugar que iriamos morar. Confesso, meus olhos estavam brilhando. HAHA Porém, no fundo eu pensava: Ok! A casa pode ser tudo de bom, mas e se eu nao me adaptar tão facilmente, e se toda essa propaganda não passasse de propaganda e aqui não fosse tao maravilhoso assim, e eu dissesse que queria ficar, mas me arrependesse? Mas por outro lado eu via uma oportunidade de poder estudar mais, quem sabe fazer um curso que eu gostaria mais de fazer (quem acompanha meu blog sabe a novela que foi meus estudos), ja que até entao eu só tinha completado metade dos meus creditos, pois sem saber a data certa da mudança, eu nao pude me matricular em outro enquanto estavamos por la. Resumo da história: minha cabeça estava uma confusão. Até que um certo dia de muita homesick, eu decidi que o que contava era a minha família, e que nao iria ficar mais. No dia seguinte ela me perguntou (acho que era final de julho ou começo de agosto) e eu disse que nao iria ficar mais que um ano, ela entendeu, mas quando comecei a conversar sobre os motivos, comecei a chorar e ela disse que se tivesse alguma coisa que ela pudesse fazer pra "curar" minha homesick, ela faria. E que ela nao ia procurar alguém logo no dia seguinte, portanto, eu ainda podia mudar de ideia.
Foi então que eu tive uma ideia: Por que nao passar férias no Brasil? (ainda tinha uma semana pra marcar), assim curava a homesick e conseguia ficar mais um tempo aqui. Dias depois, discuti a ideia com ela, ela ficou empolgadíssima e me ajudou a comprar a passagem (depois eu paguei pra ela) e ficamos acertadas. (por conta disso, desmarquei minha semana de férias na california e vegas, mas poderia fazer isso no meu proximo ano :) )  Great! Eu estava empolgadissima com a ideia, ficar mais um ano, morar em um novo lugar, morar na nova casa, estudar mais, conhecer mais lugares e ainda poder matar um pouco da saudade da minha família...
Foi então que...

(esperem pela parte 2, bj;*)